Coluna publicada no Jornal o Vale em 07 março 2026
Feliz Dia internacional das Mulheres
Domingo, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher e vale lembrar de onde vem essa data: nasceu de lutas reais por direitos trabalhistas, igualdade e reconhecimento. Em 1908, milhares de mulheres em Nova York protestaram por melhores condições e ao longo das décadas, greves, movimentos e diversas mobilizações sociais deram forma significativa a este dia, repleta de memórias, reivindicações e o convite à ação.
Hoje a mulher moderna carrega em sua história a pluralidade da liderança no trabalho, do cuidado com filhos e familiares, presença nas redes, autogestão da saúde, planejamento financeiro. Sem deixar de lado, a cobrança do tal “estar bem”: bonita, disponível e produtiva. Ufa, uma equação quase impossível!!
Mas é aqui que moda como ferramenta de comunicação e de autoestima pode entrar como aliada. Tendências vêm e vão, mas saber interpretar referências – do tailleur clássico às novas silhuetas inclusivas; do minimalismo às estampas que comunicam autenticidade – permite criar um posicionamento único e mais confiante.
Os dilemas são inúmeros. Dilema de tempo: como priorizar cuidado pessoal em agendas que não perdoam? Dilema de autenticidade versus expectativa social: como ser você quando modelos de sucesso parecem inalcançáveis? Dilema de coerência entre imagem e propósito: como comunicar competência sem recorrer a códigos que apagam sua singularidade?
De verdade, não trago (aliás nem tenho) receitas mágicas, mas algumas percepções e perguntas práticas podem te ajudar a refletir e a agir, assim como me ajudaram:
Amanhã é dia de lembrar lutas e celebrar avanços. Mas hoje – neste 7 de março – proponho um gesto simples: olhe para o espelho com curiosidade, não com julgamento. Escolha um detalhe que você goste – um lenço, um batom, uma forma diferente de usar o cabelo – e use-o como ousadia. Costumo brincar com minhas clientes e alunas que se por um acaso o detalhe escolhido não for o certo (se é que existe certo e errado) não tem problema, nenhum bebe panda irá morrer por isso. Será apenas uma pequena ousadia, mas que comunicará algo maior: você intencional, presente e disposta a experimentar.
A história do Dia Internacional da Mulher nos lembra que conquistas vêm passinho após passinho, sejam eles coletivos ou pessoais.
Então trabalhe e use sua imagem como ferramenta – não para se adequar a um determinado padrão ou estilo, mas para traduzir seus valores, amplificar suas escolhas e fortalecer sua autoestima. E, acima de tudo, seja generosa consigo: crescer é um processo e precisamos seguir aprendendo, ajeitando o vestido, retocando o batom e avançando.
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